Neste livro apresenta-se uma série de actividades fáceis de realizar, pensadas para que a criança possa fazer diferentes objectos que vão activar a sua criatividade plástica e a farão sentir melhor o calor e o ambiente das festas de Natal.
Natal! Natal!, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Cinco histórias de Natal que agradam a pessoas de todas as idades e enchem o coração de ternura. Uma peça de teatro para ler ou representar em família ou na escola, centrada em figuras que têm andado um pouco esquecidas: «As rainhas magas».
É Dezembro. Na Lapónia, andam todos muito atarefados. O carteiro entrega as cartas, a secretária do Pai Natal, a rena Rodolfa, lê-as e procura as prendas pedidas nas prateleiras, as outras renas preparam-se para a grande corrida de Dezembro. Só o Pai Natal parece não ter pressas. Mas, quando estão já de partida, descobre-se que o provérbio de que o Pai Natal tanto gosta — «Devagar, que tenho pressa» — está mesmo certo. Do que é que a rena Rodolfa se foi esquecer?!
«Quando o despertador tocou, a casa inteira parecia ainda adormecida. Lavínia sentou-se na cama e, de repente, lembrou-se que o Natal estava à porta. "Meu Deus", exclamou, "tanta coisa para fazer e eu aqui deitada!" Não tardaria a ver a Mãe chegar a pedir-lhe o pequeno-almoço, ou o Pai a resmungar porque queria ter ficado mais tempo na cama. "Adultos...", pensou, "é preciso ter muita paciência com eles..." A Mãe andava agora com aquela mania de que o Pai Natal não existia! Lavínia sorrira, e cheia de boa vontade lá lhe explicara que isso era mentira, que ela não devia acreditar em tudo o que lhe diziam no emprego. O emprego era para onde Lavínia levava a Mãe e o Pai todos os dias. Lá estavam outros adultos, e todos brincavam muito uns com os outros, até que chegava o momento de voltarem para casa. Depois era a hora de tomar banho, Lavínia contava-lhes uma história e eles adormeciam. Mas nestes últimos tempos, com o Natal à porta, andavam muito excitados. — O Pai Natal não existe. Eu sei — dizia a Mãe. — O Pai Natal é mentira. Toda a gente sabe — dizia o Pai. Então Lavínia, cheia de paciência, contava-lhes a história verdadeira do Pai Natal, e todo o trabalho que ele tinha na noite de 24 de Dezembro, para escorregar pelas chaminés abaixo e deixar, na cozinha de cada criança, aquilo que cada criança tinha pedido. — E como é que ele cabe na chaminé? — perguntava a Mãe. — Não se está mesmo a ver que é mentira? — dizia o Pai. Lavínia sorria, sorria sempre. Eram tão engraçados, os adultos! O pior é que o tempo passava muito depressa. Não tardariam a ficar crianças, e então perdiam a graça toda. Era aproveitar agora. [...]»