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DIA MUNDIAL DA MÚSICA

1 de Outubro - Dia Mundial da Música

Associando a Literatura à Música, a Editorial Caminho apresenta seis sugestões para o Dia Mundial da Música. Seis obras que reflectem diversas linguagens musicais, passando por dois livros infanto-juvenis que aproximam os seus leitores do universo dos sons, destruindo medos e fazendo da observação uma descoberta sonora.



Rock e Indústria. História e Política da Indústria Musical
, de Steve Chapple e Reebee Garofalo

Rock e Indústria, que no original se chama Rock'n'Roll Is Here to Pay, é um livro competente, apaixonado, exaustivo e escrito por um músico profissional (Garofalo) e por um romancista (Chapple) que pesquisaram nos bastidores e nas cercanias do rock e trouxeram à luz do dia um enorme manancial de informação dentro da melhor tradição muckraking norte-americana. Livro realmente único, fala com grande clareza do fenómeno rock em todos os seus aspectos. Do seu ascenso, do racismo e do sexismo que os músicos mais autênticos tiveram que enfrentar, do grande negócio em que se tornou (a billion dollar baby), das suas ramificações e de seu vivo interesse. Enfim, de uma história tantas vezes ignorada, que em parte é também a do nosso tempo e dos nossos gostos. Sempre perspicaz, é um livro sem paralelo, repleto de pormenores, que não perderá a actualidade e que merecerá a atenção calorosa de todos os que se debruçam sobre uma música que marca indelevelmente a nossa época e de todos os que se preocupam com o fenómeno musical em geral.




Fado. Dança do Brasil, Cantar de Lisboa
, de José Ramos Tinhorão

As origens do fado continuam a ser objecto de acesa discussão. A presente obra propõe-se contribuir de forma substancial para a elucidação do problema. Para isso, revê uma vastíssima bibliografia, remove das poeiras dos arquivos fontes valiosas por vezes esquecidas, combina de forma ousada mas segura dados de veracidade comprovada, e, desse modo, passa a constituir uma obra de referência para os estudiosos em questão. José Ramos Tinhorão é já bem conhecido do público português, por duas obras importantes publicadas pela Editorial Caminho: Os Negros em Portugal. Uma Presença Silenciosa e História Social da Música Popular Brasileira. A vasta obra que publicou no Brasil credencia-o como um dos mais prolíficos e reputados investigadores da música popular.




A Sinfonia em Portugal
, de Alexandre Delgado

A sinfonia atingiu em Portugal uma qualidade e uma singularidade que estão em flagrante contraste com a «invisibilidade» que a nossa sociedade lhe confere desde a origem.
As catorze sinfonias de João Domingos Bomtempo (1775-1842), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), Joly Braga Santos (1924-1988) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994) constituem um corpus valioso, que noutro país faria regularmente parte dos programas de concertos, seria estudado por especialistas e apreciado pelos melómanos. Em Portugal raramente se ouve, ninguém o estuda, poucos o conhecem.
Este livro é a primeira visão de conjunto sobre o tema. Tendo como ponto de partida as emissões do programa A Propósito da Música, da Antena 2, destina-se tanto a músicos como ao público em geral e é acompanhado de um CD com 230 exemplos musicais.
A 1.ª edição, lançada pelo Ministério da Cultura e pela RDP em Outubro de 2001, esgotou-se sem ter chegado às livrarias. Esta 2.ª edição vem finalmente tornar a obra acessível a todos os interessados; além de rectificações, acréscimos e iconografia, contém exemplos musicais escritos, incluindo todos os do CD.
O panorama que aqui se descreve é inesperado num país meridional e com poucas raízes na música orquestral «pura». Passados os traumas do salazarismo e os fundamentalismos vanguardistas, quem sabe se não estamos na altura ideal para descobrir a espantosa riqueza das nossas sinfonias.

«Um excelente trabalho sobre a Sinfonia em Portugal, que vem constituir uma verdadeira lança em África neste terreno tão pouco trabalhado dos estudos sobre a História da Música em Portugal nos séculos XIX e XX.»

(Rui Vieira Nery)




A Canção Popular Portuguesa em Fernando Lopes-Graça, de Alexandre Branco Weffort

Na ocasião do centenário do seu nascimento, surgiu a oportunidade de disponibilizar ao público uma colectânea de textos de Lopes-Graça sobre a música tradicional, textos que se encontravam dispersos pelos vários volumes das suas Obras Literárias.

A esta colectânea associou-se um CD Rom com texto, imagens e reproduções de muitas peças focadas no livro.

Ao reunir os textos e fragmentos que Lopes-Graça dedicou à canção popular portuguesa, reagrupando-os, situando-os num processo de conceptualização ou teorização e analisando do mesmo passo a presença do elemento tradicional na obra musical do compositor, Alexandre Branco Weffort presta um valioso serviço aos especialistas, aos músicos e ao público em geral. Enriquecida com esse aparato crítico, A Canção Popular Portuguesa em Fernando Lopes-Graça, incluindo as numerosas transcrições de melodias tradicionais, preenche uma lacuna na documentação disponível para o estudo e a divulgação de uma área particularmente importante do património imaterial – a das práticas musicais – e não deixará de as influenciar. O corpus de documentos coligidos contribuirá ainda, enfim, para reabrir o debate em torno dos problemas abordados.
Mário Vieira de Carvalho (Prefácio)




O Sam e o Som - Sam and Sound, de Ana Saldanha, Basil Deane e Gémeo Luís

Atrás duma porta fechada à chave escondia-se um túnel com os sons e as sombras que Sam imaginava. Quando o professor de música abriu a porta, Sam e os outros meninos descobriram as formas dessas sombras que os incomodavam. No meio de vários instrumentos musicais, Sam conheceu o violoncelo. Abraçou-o como se fosse a sua mãe e partiu à descoberta dos sonhos.

Edição bilingue




Música Para Olhar Instrumentos Musicais na Pintura Portuguesa, de Maria Luísa Amado e Isabel Monteiro

Música para Olhar relaciona música com pintura e é dedicado principalmente ao público infanto-juvenil. Poderá interessar também os adultos que lidam directamente com as crianças, em particular pais, educadores, professores, animadores e profissionais dos serviços educativos de museus e de autarquias.

 


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