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As Mulheres do Meu País
Maria Lamas
De elevado interesse histórico e antropológico, esta obra agora reeditada pela Editorial Caminho constitui um
impressionante testemunho e um retrato cru da condição feminina portuguesa
na primeira metade do século XX.
Pelo seu conteúdo, estilo, amplitude, e até pelas circunstâncias em que
Maria Lamas realizou este trabalho, As Mulheres do Meu País são um marco
do jornalismo e da literatura nacional.
Ao longo das suas 532 páginas, conta com centenas de fotografias, muitas
delas captadas por Maria Lamas e mais de duas dezenas de reproduções de
obras de reconhecidos artistas portugueses em torno da temática feminina
de que se destacam, Silva Porto, Malhoa, Júlio Pomar, Abel Salazar, Manuel
Ribeiro de Pavia e Abel Manta, entre muitos outros.
Edição fac-similada limitada de 2000 exemplares.
Impressão em papel Calypso de 115 gr.
Encadernação com capa dura em tela, gravada a seco e com aplicação de pigmento a ouro.
Todos os exemplares são embalados em adequada caixa individual.
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Género(s):
Não-ficção/ Álbuns Ilustrados/ História
Acabamento: cartonado
Dimensão:
25x31,5 cm
Páginas: 532
Peso:
3050 g |
Colecção:
«Fora de Colecção - Diversos», n.º 84
Código: 60.084
ISBN: 972-21-1491-3
1.ª edição: Novembro 2002
2.ª edição: Junho 2003
Preço:
59,85
€
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Índice de conteúdos Texto de abertura — Editorial Caminho Quando eu nasci — Maria Leonor Machado de Sousa
«As Mulheres do meu País» surgem — Maria José Metello de Seixas
Chamamos-lhe hoje — Maria Benedicta Monteiro
AS MULHERES DO MEU PAÍS
Maria Lamas
Dedicatória
Palavras de Introdução
A Camponesa
No Minho
Mulheres de capucha
Ares do Litoral
Terras do Minho Adentro
Três camponesas-bordadeiras da região de Viana do Castelo
Mercados semanais e feiras minhotas
Ditos de camponesas do Minho
Comentários de mulheres de várias idades acerca da vida conjugal
Superstições e crendices
Tipo de habitação
Para Lá do Marão
Os «fiadouros» mirandeses
Nas Ribas do Alto Douro
No Douro Litoral
Algumas profissões da mulher rural do Douro
Vida familiar, mentalidade e costumes
Através das Beiras
Na serra da Estrela
Noutras regiões montanhosas
Na Beira Litoral
As mulheres da Gafanha e doutros pontos de região de Aveiro
Nos distritos de Coimbra e Leiria
Alentejo
Apanha da azeitona, mondas e ceifas
Outros trabalhos agrícolas que a mulher faz no Alentejo
Tradições e costumes alentejanos
Na Região Algarvia
Estremadura
Ribatejo
No Arquipélago da Madeira
Nas Ilhas dos Açores
S. Miguel
Terceira
Faial
Sta. Maria
S. Jorge
Graciosa
Flores e Corvo
A Mulher do Mar
A-ver-o-mar e Póvoa de Varzim
Praia da Vieira
Nazaré
Ílhavo
Peniche
Fuseta
Olhão
Faro
Ilha da Madeira
Ilhas do Porto Santo e de S. Miguel
A Operária
A costureira
A bordadeira
Várias profissões da mulher do povo
As criadas
Aspectos particulares da vida da mulher do povo nas povoações maiores
Habitações populares
A Empregada
Professoras primárias e regentes escolares
Enfermeiras e suas auxiliares
Assistentes sociais, educadoras familiares e visitadoras
Correios, telégrafos e telefones
Categorias e ordenados
Modernas ocupações femininas
Mulheres universitárias e profissões liberais
Literatura e arte
A educação feminina
As mães empregadas
A Doméstica
A mulher doméstica e as instituições de caridade
As raparigas domésticas
Várias Notas
Direitos políticos da mulher
Mães solteiras
Prostituição
Desportos
Instituições femininas
Qualidades afectivas e morais da mulher portuguesa
Palavras Finais
Breves apontamentos para a cronologia de Maria Lamas — Maria Cândida Caeiro
Agradecimentos — Maria Cândida e Maria d'Aires Caeiro
Excerto da obra «[...] Os temas predominantes são vidas de santos. Em Vinhais há um repertório muito variado, que inclui o esterlóquio de "Adão e Eva"; em Moimenta e Duas Igrejas representam-se também os autos do "Esterlóquio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo".

Durante os trabalhos agrícolas, feitos sempre em conjunto por homens e mulheres, excepto, as lavras e as cavas, os camponeses cantam amiudadas vezes. Dir-se-ia até que o fazem como se seguissem um rito litúrgico, cantando a horas certas e escolhendo as cantigas conforme a hora.
Por exemplo, no Alto Transmontano, as "cantigas de segada" (ceifa) ouvem-se três a quatro vezes por dia: de manhãzinha, ao meio-dia, a meio da tarde e ao pôr do Sol.

As "cantigas das malhas" ouvem-se também, nalguns sítios, três ou quatro vezes por dia, mas há freguesias onde se canta sòmente à noite, depois da ceia.
Para acompanhar o trabalho de balear o pão há uma cantiga especial: "Melro, meu melrinho" (Balear o pão vem a ser separar o grão da palha). [...]»(in As Mulheres do Meu País, p.113)
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