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A Casa do Rio
Manuel Rui
Começaram a almoçar e Antero recontou à mais-velha a sua saída, obrigado e mandado pelo administrador do Posto do Chipindo e ainda ela quis saber da vida no Puto, que ainda tinham lá um parente nas obras que mandara uma carta em mãos, a falar que viria de férias. Antero quase não ouvia nada e, nas piadas, exagerava no riso para, de cabeça baixa, sentir as lágrimas a misturarem-se nos lábios com a comida que nem saboreava. Era melhor não avançar nada sobre a casa, tanto mais que não seria ali o lugar, bem altaneiro, e a casa era numa baixa, sopé das serras. Mas, para não esquecer, adiantava entregar o recado ao irmão e só depois de almoçados, aí sim, a factura para a motorizada.
«Paquito. Guarda esse bilhete no bolso. É dos teus sobrinhos.»
«Já foi há muito tempo, mas soube que o mano Gandi morreu. Mas também sei que a madrinha, a mãe, está viva, mas o mano não trouxe fotografias dos meus sobrinhos?»
«Não trouxe, desculpa foi tudo à pressa e ainda graças ao primo Juca. Nem hoje. Há tempo para te contar como vim parar aqui. Quer dizer, tinha que vir. Mas vou-te mandar as fotos que não vamos perder mais o contacto.»
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Género(s):
Literatura/ Ficção/Romance
Acabamento: brochado
Dimensão:
13,4x21 cm
Páginas: 340
Peso:
400 g |
Colecção:
«Outras Margens», n.º 67
Código: 93.067
ISBN: 978-972-21-1894-1
1.ª edição: Setembro 2007
Preço:
14,70
€
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